Previdência privada, auxílio creche, farmácia, ótica e automóveis

Previdência privada, auxílio creche, farmácia, ótica e automóveis

O papel estratégico do RH na capitalização de benefícios como forma de atrair, reter e engajar os colaboradores

Previdência Privada, Auxílio Creche, Farmácia, Ótica e Automóveis são outros benefícios ofertados aos colaboradores das 138 empresas participantes da Pesquisa Nacional de Remuneração, Benefícios e Práticas de RH do Agronegócio, conduzida pela Wiabiliza em 2022.

Neste terceiro artigo da série Benefícios (para ler o primeiro clique aqui e o segundo clique aqui), o consultor da Wiabiliza, Gilson Nogueira, propõe uma reflexão sobre as possíveis estratégias e soluções relacionadas à viabilidade e à inserção dos benefícios: Previdência Privada, Auxílio Creche, Farmácia, Ótica e Automóveis, nas organizações. A seguir, iremos discorrer brevemente sobre cada um deles.

Previdência Privada

Por se tratar de reserva financeira a ser utilizada para os mais diversos fins, pois permite o resgate a qualquer tempo pelo titular do montante, a Previdência Privada é um benefício dos mais apreciados pelos altos cargos de liderança, que dispõem de mais capacidade de investir e poupar, se comparado aos demais colaboradores.

A pesquisa da Wiabiliza mensurou que a Previdência Privada é oferecida por 28,5% das 138 empresas participantes. A pesquisa apurou, inclusive, que CEOs e diretores investem, em média, de 1% a 11% de seus salários nominais, e suas empregadoras contribuem de 100% a 150% sobre o valor investido por estes.

Gilson enfatiza que a Previdência Privada é um importante instrumento na retenção de cargos executivos e posições chave, pois estes têm maior percepção sobre o valor deste benefício. Mas isso não impede que os demais colaboradores, pertencentes a níveis mais básicos, não possam se interessar por este benefício.

Para entender o quanto o benefício Previdência Privada pode contribuir com atração, retenção, produtividade e construção da marca, é importante que a organização o mensure e, sendo estratégico, uma das possíveis soluções seria fomentar a educação financeira entre os colaboradores.

Auxílio creche

Muitas vezes definido em convenção coletiva, o Auxílio Creche é um benefício atrativo, independente do gênero que o utilize, avalia o consultor da Wiabiliza.

“Antes de implementar e oferecer um benefício, e mesmo após a oferta do mesmo, torna-se essencial a mensuração dos resultados da produtividade, absenteísmo, atração e retenção”, explica Nogueira. “Quando as empresas atribuem aos seus RHs uma atuação estratégica, os benefícios adquirem outro entendimento por toda a organização, entre eles, como ferramenta impulsionadora da produtividade”.

Auxílio ótica

Este é um exemplo de benefício onde o colaborador percebe melhor seu valor quando atrelado a outros maiores, como por exemplo, a Assistência Médica. Entre as organizações pesquisadas pela Wiabiliza, 58% concedem o Auxílio Ótica.

O Auxílio Ótica precisa de estratégia assertiva por parte dos RHs. Quando percebida sua baixa utilização, é o momento das lideranças questionarem os valores empregados na sua concessão.

Na avaliação de Nogueira, este é um claro exemplo de como é essencial que os gestores de recursos humanos compreendam o negócios de suas organizações. “Se a adequada visão do colaborador é determinante para o desempenho eficaz de suas funções, este torna-se indispensável. Se assim for mensurado pelos gestores de RH, torna-se estratégico que a empresa invista mais recursos para ofertá-lo”.

Convênio farmácia

Oferecido por 47,5% das 138 empresas participantes da última pesquisa Wiabiliza, o Convênio Farmácia, desde que sejam bem apresentadas suas vantagens por parte dos gestores de RH, é mais um dos benefícios que garantem bem-estar e conforto aos colaboradores e pode ser empregado como ferramenta de retenção, engajamento e produtividade.

Gilson explica que o Convênio Farmácia oferece comodidade e facilidade aos empregados que dependem de medicamentos e, diante de um imprevisto, possam se encontrar sem condições financeiras de adquiri-los.

Os valores gastos pelo colaborador são descontados da folha em pagamentos futuros e por isso não tem custo para as empresas. “Para que o Convênio Farmácia seja percebido como um benefício de valor, os gestores de Recursos Humanos precisam apresentá-lo como um aliado dos funcionários”.

O consultor da Wiabiliza reforça que qualquer que seja o benefício, o mais importante é sempre definir alguma estratégia de mensuração para obtenção de dados que possam auxiliar a empresa sobre a decisão de manter, reajustar ou remanejar os benefícios. “Há muitas ações que os Recursos Humanos podem realizar para avaliarem os efeitos sobre a retenção, absenteísmo, repercussão para a marca empregadora, produtividade e engajamento”.

Automóvel

Os CEOs e os diretores são os níveis que mais fazem uso do benefício automóvel, segundo apontou a última pesquisa Wiabiliza, com 138 empresas participantes.

Segundo Nogueira, trata-se de um benefício amplamente adotado pelas organizações, além de ser muito valorizado pelos executivos. “O automóvel é forte aliado na atração e retenção de posições-chave dentro das companhias e configura-se como um importante diferencial na composição do pacote de remuneração”.

Em alguns casos, explica o consultor da Wiabiliza, a empresa concede automóveis blindados e com motorista particular.

Previdência privada, creche, farmácia, ótica, automóveis: Mensuração dos benefícios

Mais importante do que oferecer os benefícios, é mensurá-los, alerta Nogueira. Sem dados e sem a avaliação da percepção dos colaboradores quanto aos benefícios – que agregam valor quando somados aos salários – a empresa estará operando sem entender os motivos do turnover ou de perder colaboradores estratégicos para a concorrência.

Gilson Nogueira: “As empresas precisam de indicadores para entender os motivos dos colaboradores permanecerem ou não”

“As empresas precisam de indicadores, pois esse é um dos mais eficazes métodos para medir os motivos que fazem os colaboradores permanecerem ou não”.

As organizações precisam de dados para avaliarem se os benefícios – e quais deles – estão retendo, engajando e aumentando a produtividade. Ou ao contrário, se não estão surtindo efeitos por não estarem adequados às necessidades de determinado grupo de funcionários.

“Os Recursos Humanos concentram em sua gestão a decisão da organização em investir na qualidade da entrega. Entender quanto custa a oferta de cada benefício e qual retorno garantem às empresas é a missão dos gestores de RH”, realça Nogueira.

Ainda segundo o consultor, entender os anseios dos colaboradores e o contexto de cada unidade de trabalho permite aos RHs oferecerem benefícios adequados e assertivos, que serão mais facilmente percebidos positivamente pelos trabalhadores.

“Quando o benefício é promovido a partir de estratégias, mensuração de resultados e dados, é possível enxergar qual o retorno para a empresa, se ela está retendo, atraindo e diminuindo o turnover”.

Muito além do que o engajamento do colaborador, a análise estratégica de indicadores se reverte em ganhos ao cliente final.

Retorno de produtividade, valorização da marca, atração e retenção: todos esses benefícios podem ser capitalizados pelas empresas quando há mensuração estratégica de dados. “O gestor de RH deve entender que pode colaborar com a medição e coleta de dados a partir de apuração de informações fornecidas pelas lideranças, que são os profissionais que estão mais próximos dos colaboradores”, conclui o consultor da Wiabiliza.

Conheça os números da Pesquisa Nacional de Remuneração, Benefícios e Práticas de RH do Agronegócio, mensurados em Abril/2022

Participaram da pesquisa 138 empresas dos setores do Agronegócio e Sucroenergético. A Wiabiliza avaliou 655 cargos, 27 práticas e indicadores de RH, 11 benefícios, além de explorar 26 áreas do segmento.

participaram 138 empresas dos setores do Agronegócio e Sucroenergético. A Wiabiliza avaliou 655 cargos, 27 práticas e indicadores de RH, 11 benefícios, além de explorar 26 áreas do segmento

Auxílio educação como fortalecimento da marca da empregadoraEntre os resultados, destacamos: 96,5% das empresas oferecem seguro de vida; 95%, assistência médica; 90% das organizações garantem vale refeição e 78%, o vale alimentação; já 76,5% das participantes oferecem auxílio odontológico, auxílio educação 54%. Destaque deste artigo, a previdência privada tem um índice de 28,5%.

Entre os resultados, destacamos: 96,5% das empresas oferecem seguro de vida; 95%, assistência médica; 90% das organizações garantem vale refeição e 78%, o vale alimentação; já 76,5% das participantes oferecem auxílio odontológico, auxílio educação 54%. Destaque deste artigo, a previdência privada tem um índice de 28,5%.

 

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