Qualidade de vida: estratégias benéficas para colaboradores e empresa

Qualidade de vida: estratégias benéficas para colaboradores e empresa

As ações para proporcionar qualidade de vida aos colaboradores são tão importantes quanto os benefícios oferecidos pelas organizações. Além de serem impulsionadores da produtividade, os programas de qualidade de vida são aliados na redução do absenteísmo e presenteísmo e podem despertar nos funcionários aprendizados sobre alimentação e hábitos mais saudáveis, por exemplo.

Quando bem administrados, os programas de qualidade de vida podem garantir ganhos às pessoas – como a consciência alimentar, estimulando-as a reduzirem o consumo de açúcar e sal, dessa forma, evitando doenças crônicas, como a pressão alta, entre outras – e às empresas.

Entre os benefícios às empresas estão a melhora do clima organizacional, possível redução de custos de sinistralidade, gerado pelo uso do convênio médico por parte dos colaboradores, maior engajamento dos times, aumento da produtividade, entre outros inúmeros ganhos obtidos com uma ação assertiva e baseada no efetivo entendimento das necessidades de seu público.

Qualidade de vida como indicadores da pesquisa

A Pesquisa Nacional de Remuneração, Benefícios e Práticas de RH do Agronegócio elaborada pela Wiabiliza mensurou que as empresas têm oferecido um rol bastante amplo e sofisticado de ações de qualidade de vida. Entre os prevalentes estão a ginástica laboral, a medicina preventiva e o suporte psicológico, encontrados em até 74% das empresas participantes.
Segundo o consultor da Wiabiliza, Gilson Nogueira, mais uma vez os gestores e líderes de Recursos Humanos despontam como atores determinantes para o efetivo retorno que as ações de qualidade de vida podem gerar.

Gilson Nogueira: “O agronegócio tem primado pela qualidade de vida”

“Ao pesquisarmos o que o agronegócio tem feito, observamos que este setor tem primado pela qualidade de vida, mas é importante ressaltar que é preciso modelar e adequar os programas existentes às necessidades de cada público, com foco na eficiência e não nos modismos do momento”, alerta Nogueira.

Ele cita como exemplo os programas de massagem, oferecidos por algumas organizações. Determinado público pode preferir a flexibilização da jornada de trabalho, que o permitirá iniciar o trabalho mais cedo em alguns dias da semana e, portanto, encerrar o expediente também mais cedo para honrar compromissos com a família.

Segundo Nogueira, a empresa precisa entender o que o trabalhador precisa e, para isso, o gestor de pessoas tem de estar atento e compreender quais ações de qualidade de vida atingiriam os melhores resultados.

“O empregador precisa identificar com clareza os pontos de maior atenção e decidir pelas ações de qualidade de vida que farão sentido aos funcionários e garantirão os melhores resultados para ambos, empregador e empregado”, diz o consultor.

Outra estratégia pode ser o estímulo aos hábitos saudáveis, oferecendo ao colaborador acesso a especialistas, como nutricionistas e educadores físicos. A preocupação com a qualidade de vida do colaborador, certamente refletirá nos índices de produtividade e é um forte aliado no fortalecimento da marca empregadora.

“Sem compreender quais são as necessidades de sua mão de obra, a empresa desperdiça recursos humanos e financeiros”.

Ainda segundo Nogueira, o mais importante é que as organizações e seus gestores de pessoas enxerguem os programas de qualidade de vida como estratégicos para a retenção de talentos, para as boas práticas e para a saúde dos colaboradores.

Qualidade de vida: estratégias benéficas para colaboradores e empresaQualidade de vida e suporte psicológico

Uma das ações de qualidade de vida oferecidas pelas empresas pesquisadas pela Wiabiliza foi o apoio psicológico.

Na avaliação de Nogueira, trata-se de um aspecto que merece ser observado com muita atenção pela empresa e pelas lideranças, pois são estes os profissionais que estão mais próximos dos colaboradores. “Os funcionários são seres humanos com vida pessoal e profissional e se a saúde mental estiver abalada, pode ser um dos motivos da queda de produtividade”, alerta o consultor.

“Os gestores têm de ter a capacidade de desenvolver as pessoas, entendê-las, acompanhar suas entregas, ajudá-las a manterem-se no eixo da saúde mental”, diz Nogueira.

Caro leitor, este é o quinto artigo da série de análises de resultados das pesquisas Wiabiliza.

Nos textos anteriores, abordamos os temas: Trainees, estagiários e jovens aprendizes, previdência privada, auxílio educação e as práticas mais usuais de benefícios oferecidos.

Boa leitura!

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