Wiabiliza promove I º Encontro de CEOs em Ribeirão Preto

Integração, oportunidade para troca de experiências, sinergia, relacionamento
e geração de soluções serão as marcas dos eventos para executivos e empresas

Com o tema “Economia atual x Resultados dos negócios: quais são as estratégias existentes” a Wiabiliza inaugurou o primeiro encontro de CEOs e executivos da região de Ribeirão Preto, no dia 23 de outubro, em sua sede.

Convidados comentaram, debateram e expuseram opiniões a respeito dos dados apresentados pelo CEO da Zanini Indústria e Montagens, Dario Costa Gaeta, e pelo ex-CEO da Santal – Equipamentos Agrícolas, Marcos Ribeiro, que também atua como parceiro de negócios, Coaching e Mentoring para clientes da Wiabiliza.

O encontro tratou de análises de dados sobre a retração da economia, debates sobre o atual e o necessário rumo a ser adotado pelo governo para a política econômica, além de pauta recorrente sobre o etanol, petróleo, energia elétrica e temas que afetam de forma direta grande parte das indústrias e serviços da região. Os palestrantes apresentaram prognósticos em relação à falta de investimentos e de não haver políticas instituídas com isenção impedindo governantes de as utilizarem conforme seus interesses, muitas vezes, políticos.

As estratégias discutidas pelos CEOs e diretores – que atuam nos setores de infraestrutura, indústria de base, agronegócio, assistencial, TI e construção civil – enfrentam o aumento de portfólio de produtos e serviços, racionalização de processos, otimização de recursos e uma longa jornada para treinar e aperfeiçoar a mão de obra técnica, operacional ou de gestão. Segundo Marcos Ribeiro o crescimento de emprego e de massa salarial sem correspondente ganho de produtividade é redutor de crescimento da economia e dos negócios, além de afetar diretamente a rentabilidade e taxa de retorno.

Os participantes observaram como importante manterem-se em associações fortes como FIESP, CIESP, sindicatos patronais e associações setoriais com o propósito de acompanhar a economia, os políticos e proteger o funcionamento dos mercados.  Tudo isso para evitar a quebra dos cenários planejados os quais serviram para decisões sobre como conduzir a empresa para alcance de resultados. Reforçando esse posicionamento, nenhum empresário ou investidor aporta recursos em regiões e operações com oscilações fora dos parâmetros normais em razão do aumento do risco do capital, o que o torna mais oneroso, além de contarmos no Brasil com uma mão de obra cara, com baixa produtividade e formação escolar muito aquém do necessário.

Os impactos dos programas assistenciais do governo, como o Bolsa Família, quando atendem uma boa parte da população com baixo grau de instrução e baixa autoestima, contaminam atitudes que busquem melhor padrão de vida, conhecimentos e habilidades. Este comportamento impacta na produtividade e competitividade e se agrava pela desindustrialização em curso no país, conforme reflexões compartilhadas pelos executivos presentes.

A respeito do processo de desindustrialização Gaeta enfatizou que as perspectivas para a indústria de bens de capital fixo não é promissor, a considerar o avanço das importações de bens manufaturas, que saltaram de R$ 375 bilhões em 2010 para R$ 495 bilhões em 2013, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, portanto, a gerar menos negócios e por consequência menos empregos e consumo. “Quanto menor a formação bruta de capital fixo, menor a capacidade de investimento do país e menor os investimentos em bens de capital”. A formação bruta de capital fixo recuou de 4,5% do PIB, em 2013, para 4,1%, em 2014. Enquanto isso os gastos do governo elevaram-se de 2,4% do PIB, no ano passado, para 3% em 2014.

O faturamento da indústria de máquinas e equipamentos foi de R$ 5,379 bilhões em agosto deste ano, o que representa queda de 5,5% sobre o mês anterior. Na comparação com agosto de 2013 o faturamento registrou queda de 28,7%. No ano, o resultado de R$ 45,982 bilhões foi 16,6% inferior ao mesmo período de 2013. E nas vendas, o fraco desempenho da economia derrubou em 32,1% o consumo em relação ao ano passado.

Segundo Marcos Ribeiro, em um país de baixa escala industrial, crédito limitado e alto custo do dinheiro – realidade do Brasil desde 3ª década do século passado -, a sustentabilidade do negócio depende muito da equação de capital de giro, velocidade do giro financeiro e crescimento controlado com baixa alavancagem.

Em sua palestra Ribeiro disse que para avaliar cenários futuros é preciso considerar ambientes regulatórios e análises que passam por alterações tributárias que possam afetar o negócios nos próximos dez anos, redução de impostos ou retomada de novos, CAT 83 e recuperação de crédito de ICMS, recuperação de PIS COFINS vis a vis IRPJ e CSSL, incentivos fiscais para exportação, Mercosul ou novos acordos bilaterais, escolhas de lucro real e lucro presumido como estratégia de médio prazo. “Estas questões impactam diretamente nas estratégias e nos resultados das empresas”.

Os debates possibilitaram aos CEOs compartilharem suas visões e perspectivas sobre os cenários apresentados, os quais interferem diretamente em suas estratégias. “Nossos esforços serão no sentido de possibilitar reflexões e caminhos alternativos extraídos de experiências individuais dos participantes”, diz o diretor da Wiabiliza, Jorge Ruivo.

foto_personagens_ceos

 

Da esquerda para a direita: Ronaldo Nogueira Cruz (KO Máquinas Agrícolas), Marcos Ribeiro (Carpsi Serviços em Psicologia, Saúde e Gestão), Paulo Roberto de Oliveira (GS Inima Brasil), Tatiana Piccardi (Associação Helena Piccardi de Andrade Silva – AHPAS), Décio Rigotto (Digitalnet Brasil), Jorge Ruivo (Wiabiliza), Dario Costa Gaeta (Zanini Ind. e Montagens), Milton Moreira Filho (Protendit) e Adolfo Baldan (Baldan Implementos Agrícolas)

 

 

Veja também:

Pesquisa de cargos e salários: atração e retenção de talentos

A pesquisa de cargos e salários deixou de ser apenas uma ferramenta de comparação de mercado e passou a ocupar papel estratégico na atração e retenção de talentos. Em um cenário competitivo, onde profissionais qualificados analisam mais do que apenas

Recrutamento estratégico: muito além do preenchimento de vagas

O recrutamento estratégico vai muito além de preencher uma vaga aberta. Quando conduzido de forma estruturada, ele se torna uma ferramenta fundamental para sustentar o crescimento da empresa, proteger a saúde financeira e fortalecer a cultura organizacional. Contratar sem planejamento

Reestruturação organizacional: guia para transformar sua empresa

Toda empresa, em algum momento de sua trajetória, precisa repensar sua estrutura interna. Diante de mudanças no mercado, queda de produtividade ou até mesmo desalinhamento entre áreas, a reestruturação organizacional surge como uma solução estratégica para garantir eficiência e crescimento